Especial Irradiando Luz: Sustentabilidade

terça-feira, 22 de setembro de 2009

[Sustentabilidade] Bicicleta e a Mobilidade Urbana

Automóveis em congestionamento X Ar puro, pedestres e bicicletasEm qual cidade você quer morar? Faça sua parte!

Alguma dúvida que o automóvel é um dos maiores problemas da humanidade na busca pela sustentabilidade?

No inferno na cidade de São Paulo, existe um automóvel para cada três pessoas. Além disso, o índice de ocupação por veículos não chega a 1,5 pessoas por carro. Isso significa que menos de 40% da população paulistana possui ou usufrui de um automóvel. No entanto, as políticas públicas são inteiramente voltadas para esta elite motorizada e individualista.

Qualquer metrópole que se preze, que realmente quer uma solução para a mobilidade, adota medidas de priorização do tráfego de bicicletas. Ainda mais se levarmos em consideração que a bicicleta é o meio de transporte mais limpo, saudável e sustentável que existe.

A cada dia, mais e mais bike-ativistas tomam as ruas de Sampa e do mundo todo para mostrar isso aos "cegos" motoristas em seus automóveis. É um movimento expressivo, que conta com adesão de milhares de anônimos.

Você sabia que tem uma lei municipal em São Pauloque obriga a construção de ciclovia quando uma avenida ou grande via é realizada? Isso significa que praticamente todas as obras de Sampa nos últimos anos são ilegais. A tal Ponte Estaiada é o melhor exemplo de priorização dos automóveis no transporte. Não podem circular por ela, ônibus, bicicletas ou pedestres.

Acredito que este assunto dispensa maiores explicações, então vamos às dicas:

Deixe o carro em casa sempre que possível: ele polui o ar, congestiona as ruas, degrada a cidade, causa estresse e favorece o sedentarismo. No espaço de 3 carros (geralmente com uma pessoa) pode circular um ônibus com 60 passageiros ou 20 ciclistas.

Use transporte coletivo: alguns minutos a mais no seu percurso tornam a cidade melhor para todos. Participe das discussões sobre transporte público e exija das autoridades melhorias no sistema do metrô e ônibus urbano.

Em distâncias até 6km, vá a pé ou de bicicleta: além de fazer exercício e economizar, você verá a cidade com outros olhos.

Respeite o ciclista e o pedestre: eles têm igual direito de circular nas ruas com segurança. Ao ultrapassar uma bicicleta, reduza a velocidade e mantenha distância. Nas faixas, a preferência é sempre do pedestre (a
não ser que exista semáforo específico). Respeite as calçadas, as áreas verdes e jardins e os rebaixamentos no meio-fio.

Bicicletada: a massa crítica das massas

Um carro a menos A Bicicletada é o nome em português para um movimento mundial conhecido como “Massa Crítica” (Critical Mass). Trata-se de uma iniciativa horizontal, sem líderes ou organização formal, um encontro de (re)ocupação das ruas e promoção do uso de transportes não-motorizados.

No Brasil, a Bicicletada acontece mensalmente em Curitiba, São Paulo, Joinville, Florianópolis, Aracaju e Rio de Janeiro. Outras cidades do país (Porto Alegre, Fortaleza e Santo André) têm Bicicletadas esporádicas ou já tiveram encontros de massa crítica no passado.

Em Portugal, eu sei que existe bicicletada, mas não consegui encontrar informações sobre quais cidades praticam a Massa Crítica regularmente.

Saiba mais:
-Apocalipse Motorizado, por luddista
-Bicicletada
-World Carfree Network

Sobre a Ponte Estaiada e as bicicletas:
O custo de uma ponte estaiada
Parabéns São Paulo por mais um monumento ao congestionamento e a segregação. Seja bem vindo “Estilingão”!!!
O X do tesouro, um ano depois
Ciclistas inauguram cartão postal com piquenique em São Paulo
Residencial Vladimir Herzog: de frente para a praça, de costas para a televisão e sem o barulho do Estilingão
Bom, só pra quem tem carro

4 comentários

Gabriel Dread disse...

Esta é a minha homenagem ao dia de hoje, 22 de Setembro, o Dia Mundial Sem Carro.

AXÉ
Gabi Dread

Patrícia Andrade disse...

Pois é, as pessoas ainda não perceberam a diferença que optar por outro meio de transporte no dia-a-dia delas pode causar tanto no espaço urbano público quanto na forma que encaram sua locomoção pelos espaços. Qualquer um que aderiu a utilizar a bicicleta como transporte entende como melhora a meneira que passam a se dispor para realizar as tarefas cotidianas, tornando-se mais ativas e depertas, raciocinando e sentindo a si mesmo de um modo muito mais bom.
O difícil é continuar lidando com a falta de respeito dos motoristas de automóveis, que além de tudo desconhecem o código de transito e as preferências para o ciclista. É complicado, até poruqe quem usa a bicicleta é um transeunte como outro qualquer, mas a injustiça maior se dá no momento em que o nosso combustível, que é o oxigênio, é poluido pelo carro (que usa do petróleo como combustível). É realmente um mundo de loucos esse em que circulamos!!!

Fabiano Mayrink disse...

Ola Rapaz, cheguei ao seu blog pelo blog da Hazel, interresante a tematica de seu blo sustentabilidade, ja estou a te seguir, seu blog é um blog comum ou comunitario? um abraço!

angela disse...

Admiro a coragem de quem anda de bicicleta por esta cidade. Conheço algumas pessoas que o fazem e além das vantagens que citou tem a forma fisica preservada, podem dispensar a academia.
beijos e foi um prazer visita-lo

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